Vilarejo que foi destruído por explosão em 1947 pode virar cidade fantasma pelo mesmo motivo - Foca na Folga

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Vilarejo que foi destruído por explosão em 1947 pode virar cidade fantasma pelo mesmo motivo

Mitholz foi destruída pela explosão de um depósito de munições que ficava em uma montanha. Mais de 70 anos depois, foi descoberto que o local ainda guarda muito material perigoso

 Passado trágico de Mitholz volta a assombrá-la. Foto: BBC

Com informações da BBC


Em 1947, um pacato vilarejo em Mitholz, no Vale Kander, foi destruído após a explosão de um depósito de munições do Exército suíço que ficava em uma montanha acima da localidade, matando 9 pessoas e destruindo por completo todas as casas. 

Com a explosão de 3 mil toneladas do material que estava enterrado, o vilarejo que ficava logo abaixo foi destruído. Na época, o incidente foi considerado a maior explosão não nuclear do mundo. 

Mitholz imediatamente após explosão. Foto: Departamento Federal de Defesa da Suíça

Atualmente, montanha acima de Mitholz exibe a cicatriz do passado, uma vez que parte dela foi destruída pela força da explosão. O vilarejo ainda se encontra abaixo dela; as casas destruídas foram reconstruídas no estilo alpino tradicional dentro de um ano.

Marcas da explosão de 1947 podem ser vistas até hoje na montanha. Foto: BBC


Falsa sensação de paz


Agora, mais de 70 anos depois, a paz e tranquilidade que o local oferece, está prestes a mudar novamente e pelo mesmo motivo do passado. Mesmo que mais de 3 mil toneladas de munição tenham explodido em 1947, uma pesquisa geológica realizada pelo Ministério da Defesa da Suíça revelou que aproximadamente 3,5 mil toneladas do material explosivo ainda podem estar enterrados na montanha, e que oferecem enormes riscos aos moradores do vilarejo devido a quantidade do material ser mais do que o dobro do que explodiu há 7 décadas.

Mitholz em ruínas após a explosão de 1947. Foto: Departamento Federal de Defesa da Suíça 


A notícia dada aos moradores é que o conteúdo explosivo terá que ser removido individualmente, o que levaria cerca de dez anos, forçando as pessoas a se mudarem, tornando o vilarejo uma verdadeira cidade fantasma.


Em 2018, o Departamento Federal de Defesa, Proteção Civil e Esporte anunciou que aproximadamente metade das munições não explodiu, mas permaneceu dentro do depósito desmoronado e sob rocha instável. Um estudo de segurança descobriu que havia o risco de outra explosão. Em fevereiro de 2020, foi feito um novo anúncio de que a aldeia deve ser evacuada até 2030 para que as Forças Armadas removam ou enterrem com segurança as munições restantes, o que se estima em um década. Os residentes devem ser indenizados e receber uma oferta de moradia para se mudarem. 


A previsão atual é que os trabalhos de remoção dos explosivos comecem em 2025, mas o Ministério da Defesa da Suíça ainda não informou para onde os moradores serão enviados e nem como o processo todo funcionará.