Caminhos charmosos levam à histórica Morretes, no litoral do Paraná - Foca na Folga
Uma das cidades mais charmosas do estado do Paraná e do Brasil, com uma gastronomia única e com sua história que encanta a todos: essa é Morretes, a cidade do Barreado e dos caminhos incríveis.

O caminho mais utilizado para se chegar à cidade é pela Estrada da Graciosa, que o nome já diz tudo, é um espetáculo à parte através da Serra do Mar. São 33 quilômetros de curvas, paralelepípedos e paisagens panorâmicas por dentro da Mmata Atlântica, picos e cachoeiras. De tão encantadora, a estrada inaugurada em 1873 é pontilhada por mirantes para que os viajantes possam apreciar o visual e tirar fotografias. Além dos mirantes, outros pontos turísticos que encontramos na Estrada -- já no seu final -- é a fábrica de balas de banana -- produto típico paranaense -- e a cachaça de mel, que também é incrível.


Se você optar por ir de trem, também terá uma viagem única como nenhuma outra em sua vida. O trem também vai pela Serra do Mar, beirando precipícios, passando por pontes muito altas e túneis, além de, claro, paisagens espetaculares. Com 110 quilômetros de extensão, a estrada de ferro que foi inaugurada em 1890 é uma das mais antigas do país que ainda estão em funcionamento. Os passeios que acontecem aos finais de semana são 'divididos' em três classes econômicas, variando o preço entre elas e também possivelmente nas temporadas de férias. Para se informar sobre valores, você deve contatar a Serra Verde Express -- empresa que agencia os passeios turísticos de trem. 


Uma outra opção para os mais aventureiros é a trilha através do Caminho do Itupava, que tem início no município da região metropolitana de Curitiba, Quatro Barras. 

+ Veja também: Com sensação térmica de 80ºC, Antonina tem belezas naturais e históricas

Originário de trilhas indígenas, o Caminho do Itupava é o caminho mais antigo do Paraná e, portanto, preserva um pouco da história da colonização do Paraná. A antiga Trilha do Itupava foi muito utilizada pelos jesuítas, comerciantes, aventureiros e apesar das diversas dificuldades que apresentava, era o meio mais rápido de se cumprir o trajeto Curitiba – Litoral durante a época colonial, por volta de 1625. Sendo assim, foi por muitos séculos, a principal ligação entre a planície litorânea e o alto planalto paranaense, desde o século XVII até a conclusão da Estrada da Graciosa em 1873 e a efetivação da Estrada de Ferro Curitiba – Paranaguá em 1885.





Seu trajeto iniciava no atual Largo Bittencourt (Círculo Militar), seguindo em direção leste passando pelo Bairro Alto, rio Palmital, Borda do Campo e adentrando-se na Serra do Mar Paranaense. Quase todo seu percurso é pavimentado com pedras, colocadas por escravos no período de 1625 – 1654 e, apesar do calçamento original ser atribuído aos padres jesuítas, afirma-se que o dinheiro investido no Caminho do Itupava foi arrecadado através de uma espécie de pedágio da época, denominado “barreira”, construída nas margens do rio que deu nome ao caminho, o Rio Itupava.

Além das paisagens naturais, os visitantes também podem contemplar as belezas construídas há muitos anos como o Santuário de Nossa Senhora do Cadeado, a Casa do Ipiranga e a Estação Marumbi. Em Quatro Barras, o Itupava é reconhecido como um dos principais pontos de visitação, fazendo parte do Roteiro Caminhos Históricos da Serra, juntamente com atrativos como a Estrada da Graciosa e o Morro do Anhangava, um dos principais campo-escolas de escalada do Brasil.


Infelizmente a Casa do Ipiranga foi esquecida e virou alvo de vândalos e da ação da própria natureza que, aos poucos, está desaparecendo com a construção histórica. 

Já no município de Morretes, observamos que a cidade atrai muitos turistas, especialmente moradores de Curitiba e região, aos finais de semana, que "vêm pelo cheiro" da comida dos inúmeros restaurantes, paisagens naturais e para a prática de ecoturismo. A principais atrações urbanas se concentram na rua que costeia o Rio Nhundiaquara e seu entorno.

Uma das principais atrações é descer o Rio Nhundiaquara de boia cross, uma atividade que custa pouco e vale muito.


Com um percurso de pouco mais de três quilômetros em meio à pequenas corredeiras e várias pedras, o passeio pode ser feito por pessoas à partir de 12 anos de idade e mais de um metro e meio de altura.

A melhor época para descer o rio é quando ele está cheio, de outubro a maio. O ideal é que a descida seja das 9h às 14h. Depois das 16h, no verão, costuma chover no litoral e a brincadeira pode ficar arriscada. Nos dias em que o rio está muito alto ou há nuvens negras e pesadas na região da Serra do Mar, a descida não é permitida, porque podem ocorrer as chamadas cabeças d’água (aumento súbito do volume da água do rio, e pode carregar os praticantes).

Na Pousada Itupava o aluguel custa R$ 25 por pessoa. No preço, também estão incluídos estacionamento, transporte até o local da descida, fornecimento capacete e colete salva-vidas. No final do passeio, os clientes ainda têm direito a banho quente.

Além das várias e incríveis pontes e da própria Estrada da Graciosa, outras construções históricas ajudam a contar a história da cidade e também do Brasil, além de serem de uma beleza sem igual


Atrás de sua arquitetura colonial, cenas importantes como a Revolução Federalista e a memória dos personagens e protagonistas, estão preservadas nas paredes dos velhos casarões de Morretes.


À beira do rio e também em todo o centro, quem anda pela cidade consegue notar que está passando ao lado da história. 

Figuras como Dom Pedro Segundo, que inaugurou a estrada ferro, foi um dos que passaram pela região, que até dormiu em uma das casas junto à sua comitiva. 

Os imigrantes italianos que chegaram até Morretes fizeram várias reivindicações em nome de Dom Pedro Segundo, sendo uma delas a substituição do telhado de palha, que era comum na época de 1880, por telhados com telhas de barro. 


A maioria das construções antigas da cidade seguem os padrões de origem portuguesas que vieram junto aos colonizadores e imigrantes de Portugal.

Para a construção das casas era aproveitado o material que estava disponível no momento. As conchas do mar eram queimadas para se fazer a cal; onde, por sua vez, era utilizada para a pintura das casas; daí a cor predominantemente branca.

Gastronomia Local

Um dos maiores atrativos da cidade, com certeza, é por causa do Barreado (Veja o vídeo abaixo).

Barreado é um cozido de carne em panela de barro. Simples assim. Caso a pessoa não tem uma panela de pressão para agilizar o processo de cozimento, ele demora até 18 horas para ficar pronto.

Todos os restaurantes de Morretes tem como opção Barreado ou Rodízio de frutos do mar. 



Os acompanhamentos originais do Barreado são simplesmente arroz, farinha de mandioca e banana. Nada além. O que difere um do outro são os temperos escolhidos pelo chef para preparar o prato.

Para saber se o Barreado é bom, é preciso fazer o teste do Barreado que consiste em preparar um pirão com a carne e a farinha e fazer um teste em cima da cabeça do cliente. Você prepara e vira na cabeça da pessoa, se não cair, é por que ele está bem feito!

Deu água na boca? Então que tal aprender com essa receitinha rápida a como fazer esse prato delicioso? Confira no vídeo:


Morretes é tudo de bom. Além da história e da gastronomia, as paisagens ficarão para sempre na sua memória e no seu acervo fotográfico. Não deixe de conhecer tudo o que esta incrível cidade ter para oferecer!

Ah, antes de viajar, não esqueça de curtir a nossa página, clicando aqui. Valeu! 


Caminhos charmosos levam à histórica Morretes, no litoral do Paraná


Uma das cidades mais charmosas do estado do Paraná e do Brasil, com uma gastronomia única e com sua história que encanta a todos: essa é Morretes, a cidade do Barreado e dos caminhos incríveis.

O caminho mais utilizado para se chegar à cidade é pela Estrada da Graciosa, que o nome já diz tudo, é um espetáculo à parte através da Serra do Mar. São 33 quilômetros de curvas, paralelepípedos e paisagens panorâmicas por dentro da Mmata Atlântica, picos e cachoeiras. De tão encantadora, a estrada inaugurada em 1873 é pontilhada por mirantes para que os viajantes possam apreciar o visual e tirar fotografias. Além dos mirantes, outros pontos turísticos que encontramos na Estrada -- já no seu final -- é a fábrica de balas de banana -- produto típico paranaense -- e a cachaça de mel, que também é incrível.


Se você optar por ir de trem, também terá uma viagem única como nenhuma outra em sua vida. O trem também vai pela Serra do Mar, beirando precipícios, passando por pontes muito altas e túneis, além de, claro, paisagens espetaculares. Com 110 quilômetros de extensão, a estrada de ferro que foi inaugurada em 1890 é uma das mais antigas do país que ainda estão em funcionamento. Os passeios que acontecem aos finais de semana são 'divididos' em três classes econômicas, variando o preço entre elas e também possivelmente nas temporadas de férias. Para se informar sobre valores, você deve contatar a Serra Verde Express -- empresa que agencia os passeios turísticos de trem. 


Uma outra opção para os mais aventureiros é a trilha através do Caminho do Itupava, que tem início no município da região metropolitana de Curitiba, Quatro Barras. 

+ Veja também: Com sensação térmica de 80ºC, Antonina tem belezas naturais e históricas

Originário de trilhas indígenas, o Caminho do Itupava é o caminho mais antigo do Paraná e, portanto, preserva um pouco da história da colonização do Paraná. A antiga Trilha do Itupava foi muito utilizada pelos jesuítas, comerciantes, aventureiros e apesar das diversas dificuldades que apresentava, era o meio mais rápido de se cumprir o trajeto Curitiba – Litoral durante a época colonial, por volta de 1625. Sendo assim, foi por muitos séculos, a principal ligação entre a planície litorânea e o alto planalto paranaense, desde o século XVII até a conclusão da Estrada da Graciosa em 1873 e a efetivação da Estrada de Ferro Curitiba – Paranaguá em 1885.





Seu trajeto iniciava no atual Largo Bittencourt (Círculo Militar), seguindo em direção leste passando pelo Bairro Alto, rio Palmital, Borda do Campo e adentrando-se na Serra do Mar Paranaense. Quase todo seu percurso é pavimentado com pedras, colocadas por escravos no período de 1625 – 1654 e, apesar do calçamento original ser atribuído aos padres jesuítas, afirma-se que o dinheiro investido no Caminho do Itupava foi arrecadado através de uma espécie de pedágio da época, denominado “barreira”, construída nas margens do rio que deu nome ao caminho, o Rio Itupava.

Além das paisagens naturais, os visitantes também podem contemplar as belezas construídas há muitos anos como o Santuário de Nossa Senhora do Cadeado, a Casa do Ipiranga e a Estação Marumbi. Em Quatro Barras, o Itupava é reconhecido como um dos principais pontos de visitação, fazendo parte do Roteiro Caminhos Históricos da Serra, juntamente com atrativos como a Estrada da Graciosa e o Morro do Anhangava, um dos principais campo-escolas de escalada do Brasil.


Infelizmente a Casa do Ipiranga foi esquecida e virou alvo de vândalos e da ação da própria natureza que, aos poucos, está desaparecendo com a construção histórica. 

Já no município de Morretes, observamos que a cidade atrai muitos turistas, especialmente moradores de Curitiba e região, aos finais de semana, que "vêm pelo cheiro" da comida dos inúmeros restaurantes, paisagens naturais e para a prática de ecoturismo. A principais atrações urbanas se concentram na rua que costeia o Rio Nhundiaquara e seu entorno.

Uma das principais atrações é descer o Rio Nhundiaquara de boia cross, uma atividade que custa pouco e vale muito.


Com um percurso de pouco mais de três quilômetros em meio à pequenas corredeiras e várias pedras, o passeio pode ser feito por pessoas à partir de 12 anos de idade e mais de um metro e meio de altura.

A melhor época para descer o rio é quando ele está cheio, de outubro a maio. O ideal é que a descida seja das 9h às 14h. Depois das 16h, no verão, costuma chover no litoral e a brincadeira pode ficar arriscada. Nos dias em que o rio está muito alto ou há nuvens negras e pesadas na região da Serra do Mar, a descida não é permitida, porque podem ocorrer as chamadas cabeças d’água (aumento súbito do volume da água do rio, e pode carregar os praticantes).

Na Pousada Itupava o aluguel custa R$ 25 por pessoa. No preço, também estão incluídos estacionamento, transporte até o local da descida, fornecimento capacete e colete salva-vidas. No final do passeio, os clientes ainda têm direito a banho quente.

Além das várias e incríveis pontes e da própria Estrada da Graciosa, outras construções históricas ajudam a contar a história da cidade e também do Brasil, além de serem de uma beleza sem igual


Atrás de sua arquitetura colonial, cenas importantes como a Revolução Federalista e a memória dos personagens e protagonistas, estão preservadas nas paredes dos velhos casarões de Morretes.


À beira do rio e também em todo o centro, quem anda pela cidade consegue notar que está passando ao lado da história. 

Figuras como Dom Pedro Segundo, que inaugurou a estrada ferro, foi um dos que passaram pela região, que até dormiu em uma das casas junto à sua comitiva. 

Os imigrantes italianos que chegaram até Morretes fizeram várias reivindicações em nome de Dom Pedro Segundo, sendo uma delas a substituição do telhado de palha, que era comum na época de 1880, por telhados com telhas de barro. 


A maioria das construções antigas da cidade seguem os padrões de origem portuguesas que vieram junto aos colonizadores e imigrantes de Portugal.

Para a construção das casas era aproveitado o material que estava disponível no momento. As conchas do mar eram queimadas para se fazer a cal; onde, por sua vez, era utilizada para a pintura das casas; daí a cor predominantemente branca.

Gastronomia Local

Um dos maiores atrativos da cidade, com certeza, é por causa do Barreado (Veja o vídeo abaixo).

Barreado é um cozido de carne em panela de barro. Simples assim. Caso a pessoa não tem uma panela de pressão para agilizar o processo de cozimento, ele demora até 18 horas para ficar pronto.

Todos os restaurantes de Morretes tem como opção Barreado ou Rodízio de frutos do mar. 



Os acompanhamentos originais do Barreado são simplesmente arroz, farinha de mandioca e banana. Nada além. O que difere um do outro são os temperos escolhidos pelo chef para preparar o prato.

Para saber se o Barreado é bom, é preciso fazer o teste do Barreado que consiste em preparar um pirão com a carne e a farinha e fazer um teste em cima da cabeça do cliente. Você prepara e vira na cabeça da pessoa, se não cair, é por que ele está bem feito!

Deu água na boca? Então que tal aprender com essa receitinha rápida a como fazer esse prato delicioso? Confira no vídeo:


Morretes é tudo de bom. Além da história e da gastronomia, as paisagens ficarão para sempre na sua memória e no seu acervo fotográfico. Não deixe de conhecer tudo o que esta incrível cidade ter para oferecer!

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